Klonoa – A História [KubGames]

Olá pessoal! Hoje eu estou trazendo mais um “A História”, um quadro bem trabalhoso mais que vale a pena.  A franquia escolhida dessa vez foi Klonoa, que não é muito grande (realmente não tem muita coisa) mas que eu acho os jogos simplesmente incríveis.

Essa série foi criada pela Namco e seu personagem principal, Klonoa, já chegou a ser seu mascote durante um tempo. Eu pretendo falar mais dele em outros posts, mas vamos ao que interessa: Klonoa – A História!


Klonoa: Door to Phantomile (1997)

Introdução

Klonoa: Door To Phantomile foi lançado em 1997, para o PlayStation 1. Inicialmente parecia ser um jogo bem infantil, o que era estranho já que vinha da mesma empresa que fez Tekken, SoulCalibur e até Pac-Man. Recebeu muito julgamento por isso, mas… Será que era verdade?

História

Tudo começa quando passeando pela floresta, Klonoa encontra um anel que tem um espírito dentro, chamado de Huepow. Eles se tornam melhores amigos, e Huepow acompanha Klonoa em tudo.

Phantomile é um lugar que é feito a base dos sonhos das pessoas, e elas raramente lembram deles. Klonoa tem um sonho durante várias noites, e ele caba se tornando real quando em um dia um dirigível (desculpa, não achei uma boa tradução para essa palavra, pois o site em que eu me baseei é em inglês :p) da escuridão atinge uma montanha. Ele e Huepow vão investigar, e acabam descobrindo que Ghadiu’s era o vilão que queria causar o mal em Phantomile, junto com Joke, seu palhaço. Ele capturou Lephise, a princesa, e a pôs sobre seu controle.

Eu queria falar mais um pouco, só oque vai estragar sua experiência, E É MUITO IMPORTANTE QUE VOCÊ JOGUE ESTE JOGO!

Jogabilidade e Mecânica

A jogabilidade aqui é bem interessante. Você controla o personagem em bidimensional, mas o jogo é renderizado em tridimensional. Esse efeito é chamado de 2.5 D.

Para atacar os inimigos, Klonoa utiliza a “Wind Bullet”, ou “Bala de Vento”. É um anel com uma joia que lança uma pequena rajada de vento, fazendo com que Klonoa segure inimigos. Ele faz uso deles para dar um segundo pulo, atacar a outros e até ativar botões e outras coisas que estão fora de seu alcance. Se você segurar o botão de pulo, Klonoa voa por um curto período de tempo com suas asas, aumentando o alcance.

As fases dos mundos são  chamadas de “Visões”, já que Phantomile é chamado de “Terra dos Sonhos”.

Desenvolvimento

Klonoa é o décimo projeto Hideo Yoshizawa. Inicialmete a história seria bem mais séria, com algo sobre robôs e ruínas antigas. O conceito foi abandonado, e um enredo mais cômico foi adotado.

Enquanto produzia o jogo, Yoshizawa se irritou porque não estavam dando tanta atenção à história do game. Foi quando ele teve uma ótima ideia e o projeto começou a caminhar.

Ele e sua equipe planejaram uma história mais elaborada, sem deixar de ser infantil. De acordo com ele, Yoshizawa se baseou em sonhos o tempo inteiro. Isso se originou graças a uma dúvida que ele (e com certeza muitos também) tinha: “Quando acordamos, não conseguimos nos lembrar dos sonhos. Para onde eles vão?”

Além desenvolver melhor a história, Yoshihiko Arai, designer dos personagens, fez um personagem mais carismático, com cara de gatinho e um sorriso alegre. Inicialmente o personagem seria “Shady”, que seria como uma sombra. Porém ele achou que a falta  de cor (que caracterizava seu personagem) ficou ruim e com cara muito sem graça. Depois de várias tentativas, finalmente surgiu Klonoa.

Lançamento

Ao ser lançado o jogo alcançou uma grande fama no Japão , mas uma não tão grande no Ocidente. O problema era que lá eles estavam mais acostumados com coisas “kawaii”, e os americanos tinham gostos muito diferentes nessa época. A maior parte da população americana gostava de coisas mais radicais, “cool”, e Klonoa não chamava muita atenção para esse público.

Porém ele não foi um fracasso comercial lá, e Yoshizawa conseguiu o que queria: Chamou a atenção das crianças com o personagem, cenário, etc. e também chamou a atenção dos mais velhos pela história profunda e cheia de sentimentos.

Sua nota média foi 7,5.

Kaze no Klonoa: Moonlight Museum (1999)

Introdução

Dois anos depois do lançamento de Klonoa: Door to Phantomile, a Namco lançou sua sequência para um console da Bandai, o WonderSwan. Ele não foi tão famoso, o que dificultou a popularidade do game. Além disso ele foi lançado só no Japão, o que o tornou mais desconhecido ainda.

História

Algum tempo depois da história de Klonoa: Door to Phantomile, a história começa com Klonoa e seu amigo Huepow que se deparam com uma jovem chorando dizendo que a lua foi despedaçada em fragmentos e roubada por um misterioso grupo de artistas que residem no Museu Moonlight. A dupla vai para ajudar, mas um pintor chamado Picoo os prende numa obra de arte. Eles precisam se aventurar por cinco mundos para chegar ao objetivo principal e restaurar a lua no céu.

Jogabilidade e Mecânica

A jogabilidade é padrão para um sidescroller. Aqui você corre, pula, lança, resolve enigmas e derrota inimigos para passar as fases, etc. Klonoa derrota os inimigos utilizando a “bala de vento”, um anel com uma pequena joia que faz com que ele capture os inimigos. Isso já estava presente no jogo anterior, o que significa que não houve nenhuma alteação.

Desenvolvimento

Moonlight Museum foi anunciado pela primeira vez um mês antes de seu lançamento, em abril de 1999. Ele na verdade é uma história paralela ao original, ou uma prequela (como alguns preferem chamar). Ele estava em desenvolvimento junto com a sequência Klonoa 2: Lunatea’s Veil. Enquanto a equipe de Klonoa 2 se concentrou mais na “ação”, a equipe de Moonlight se concentrou nos “puzzles” ou “quebra-cabeças”.

Recepção

Como dito antes, esse jogo não fez tanto sucesso por ser lançado para uma plataforma até então meio desconhecida, e ficou exclusivo apenas no Japão. Mesmo assim, para os que jogaram ele foi até que bem recebi. Eu achei os gráficos muito bons até, superando minhas expectativas.

Sua nota média foi 6.

Klonoa 2: Lunatea’s Veil (2001)

Introdução

Após o grande sucesso de Klonoa: Door to Phantomile , quatro anos depois foi lançada a sequência Klonoa 2: Lunatea’s Veil.  Sendo lançado para o console da geração seguinte, o PlayStation 2, houve diferenças nos gráficos principalmente mas em geral ele é muito semelhante a seu anterior.  Seu título em japonês é bem diferente: Kaze no Klonoa 2: Sekai ga Nozonda Wasuremono (Klonoa 2: Coisas que o mundo quer esquecer). 

O hype gerado por cima desse game era grande, já que ele prometia ser uma continuação incrível. Será que realmente foi?

História

O jogo começa com Klonoa em o que parecee ser um sonho. Um pedido de ajuda é clamado, e magicamente Klonoa é teletransportado para Lunatea. Ele está perdido no mar, até que é resgatado por Lolo e Popka. Eles o levam para uma ilha que abriga um sino, que Lolo deve tocar para se tornar uma sacerdotista completa.

Eles levam Klonoa para ver Baguji, um profeta sábio e enigmático. Ele explica que cada reino de Lunatea tem um sino, totalizando em quatro. Porém surgiu um quinto sino que estava causando caos ao local, gerando monstros e adoecendo sacerdotes. Ele os leva a Alta Sacerdotista, que transforma Lolo em uma verdadeira sacerdote. Além disso ela ordena que Lolo e seus amigos visitem cada sino para conter o poder maligno.

Um personagem do qual eu senti falta foi Huepow, que não aparece nesse game em momento algum.

Jogabilidade e Mecânica

Não houveram muitas modificações, já que o objetivo era manter o mais parecido possível com seu antecessor.

Aqui, cada inimigo traz uma vantagem ao utilizar sua “Wind Bullet” (ou Bala de Vento). Os “boomies” são explosivos, os “likuries” absorvem os inimigos, os “kitons” fazem com que ele voe por um curto período de tempo, etc.

Desenvolvimento

Inicialmente o jogo seria lançado para Game Cube, mas por razões desconhecidas isso foi cancelado. Foi dito por Hideo Yoshizawa que se o remake para Wii de “Klonoa: Door to Phantomile” desse certo provavelmente ele faria um para “Lunatea’s Veil” também. Bom, isso não aconteceu até hoje, mas quem sabe?

Não existem muitas informações sobre seu desenvolvimento, mas o que se sabe é que ele demorou pois foi bem planejado, juntando esforços da “Klonoa Works” (equipe que fazia os títulos da série Klonoa).

Recepção

Os fãs o receberam bem, com notas chegando até maiores que as do primeiro. Vários sites o elegeram como um ótimo jogo para PS2, colocando-o em listas do tipo “Jogos que você deveria jogar”. Além disso ele ganhou como “Jogo de Plataforma do Ano de 2001” eleito pela GameSpy.

Sua nota média foi 8.

Klonoa:Empire Of Dreams (2001)

Introdução

No mesmo ano de “Lunatea’s Veil” foi lançado “Klonoa:Empire Of Dreams”, para Game Boy Advance. Ao contrário dos jogos lançados para PlaySation, esse daqui é apenas 2D, com elementos de “puzzle”.

História

A história começa quando Klonoa misteriosamente acorda no reino de Jilius, seguindo uma história paralela aos dois outros jogos. Ele é arrastado pelos guardas reais  até  a sala do trono sem motivo algum.  O rei informa que está com insônia e não consegue ter sonhos, decretando que se ele não pode ninguém pode. Em vez de punir Klonoa, ele oferece um desafio: Derrotar os quatro grandes monstros que estão causando estragos ao lugar, e ele será libertado.

Junto com seu amigo Huepow (que dessa vez está de volta :D) eles tem de enfrentar as criaturas terríveis que circundam o reino.

Jogabilidade e Mecânica

Como os outros, não houve mudanças drásticas. A única coisa diferente é que aqui além de utilizar inimigos Klonoa utiliza blocos para alcançar outras plataformas.

Desenvolvimento

Ele foi desenvolvido em conjunto pela Namco  a Now Production sendo o segundo título portátil da franquia (o primeiro foi Kaze no Klonoa:Moonlight Museum). Como o outro jogo de portátil, esse foca mais nos quebra-cabeças do que na ação.

Ele foi apresentado na Game Show de Tóquio em 2001, que vinha acompanhado de uma demo.

Recepção

Esse jogo não foi ruim. Eu o considero excelente e muito bom para o portátil. Vários fãs viram isso e ficaram satisfeitos com ele, além dos críticos que dram notas parecidas. Como o antecessor, recebeu premiações como “Melhor de 2001”, “Melhor do GBA”, etc.

Sua nota média foi 8,5.

Klonoa Beach Volleyball (2002)

Esse foi um spin-off da franquia lançado para PlayStation 1. Uma coisa engraçada é que “Lunatea’s Veil” já havia sido lançado para PS2, mas esse (que veio depois) foi pra PS1.

Aqui, os personagens da franquia são juntos para competir em jogos de vôlei. Ele não tem nada de muito forte (jogabilidade, gráficos ou outra coisa) mas foi bem divertido para as crianças da época.

Não há muita coisa a se falar. Ele é simples e divertidinho, mas não acho que valha realmente a pena você jogar ele (caso queira jogar todos os jogos da franquia).

Sua nota média foi 7.

Klonoa 2: Dream Champ Tournament (2002)

Introdução

“Klonoa 2: Dream Champ Tournament” é o terceiro jogo de portátil e penúltimo jogo da série. Veio alguns meses depois do jogo anterior (Klonoa Beach Volleyball). As mudanças não foram grandes se comparar ele com o “Empire Of Dreams”. Pra falar a verdade. parece até o mesmo jogo :p

História

O jogo começa logo após o fim de “Empire of Dreams”. Klonoa recebe uma carta que magicamente cai do céu. Ela é na verdade um convite para o disputado torneio Dream Champ, apenas para os melhores aventureiros. O vencedor ganha o título de Grande Herói além de uma boa recomepnsa em dinheiro. Após terminar de ler, Klonoa é teletransportado até o local e se depara com seus amigos Lolo e Popka. Logo encontra também o que viria a ser seu inimigo no torneio: Guntz. Ele é egocêntrico e arrogante, personalidade comum entre os inimigos.

Garlen, mestre das cerimônias e patrocinador do torneio, faz sua aparição para que começasse os rounds.

Jogabilidade e Mecânica

Como os outros jogos, seu sistema é muito igual (principalmente com o de “Empire of Dreams”). Aqui você usufrui dos mesmo comandos que os outros, sem alterações. São cinco mundos divididos em nove pequenas fases, as “visões”. Cada visão possui uma série de itens que precisam ser coletados. 3 estrelas chamadas Moon Stones, 30 Dream Shards e um item chamado Sun Stone. As três estrelas são necessárias para  abir a porta no final de cada fase, mas os outros itens são opcionais. Se você coletar todos os Dream Shards, será revelada uma imagem original, sendo cinco ao total. Se você ganhar todos os Sun Stones (obtidas pelo tempo que você completa em cada fase) são abertos Estágios EX, presentes apenas por diversão.

Recepção

“Dream Champ Tournament” não falhou (como os outros) em vendas, mas possivelmente não recebeu notas tão altas por ser tão igual ao seu antecessor, “Empire of Dreams”.

Sua nota média foi 7,5.

Klonoa Heroes: Densetsu no Star Medal (2002)

Introdução

Lançado apenas no Japão, “Densetsu no Star Medal é o último jogo da série Klonoa. Foi lançado no fim de 2002, para o GameBoy Advance. Seu estilo é totalmente diferente dos outros jogos, sendo um RPG de ação. A câmera é posicionada de um modo parecido com o de Golden Sun, outro RPG incrível do GBA.

História

O jogo é ambientado em um universo alternativo da série, contando uma história bem diferente. Aqui Klonoa vive em sua cidade natal, Breezegale, e está se esforçando para se tornar um verdadeiro herói. O jogo começa com ele e seu amigo Chipple tentando pegar uma flor especial de um galho, chamada Hikari Sakura. A lenda diz que  o que possuir ela terá boa sorte, e ela só floresce em condições especiais. Após tê-la, foi informado por Popka que monstros invadiram sua cidade e Klonoa corre para derrotá-los. Ele decidi visitar sua amiga sacerdotista Lolo, que informa que mais monstros foram vistos em Bell Hill. Klonoa segue o caminho até o topo da colina, mas foi cercado por criaturas chamadas Moos. Guntz aparece e eles acabam se enfrentando (já que eram antigos inimigos de “Dream Champ Tournament), mas acabam se aliando com o objetivo de achar Pango, um tatu especialista Em bombas, para derrotar Galien, o louco que está causando tudo isso.

Jogabilidade e Mecânica

Aqui, em vez de controlar o personagem no antigo estilo de plataforma você tem uma visão de cima, comum entre os RPGs. Quando você derrota inimigos você ganha XP (representado em shards) e Ouro, o dinheiro usado. Sua Wind Bullet continua, mas dessa vez ela pode atirar (umas coisas que eu não sei explicar o que são, sendo azuis ou vermelhas :p) Guntz possui uma pistola e Pango bombas. É possível adquirir diversas armas durante o jogo, mas essas são as padrão. Cada inimigo possui uma cor como “ponto fraco”. Se você atacá-lo com essa cor, ele receberá mais dano que o normal. Existem também elementos comum em RPGs, como itens restauradores de vida, os pontos que você usa para aumentar estatísticas (defesa, força e agilidade) quando evolui de level, etc.

Recepção

O jogo foi bem recebido no Japão pelo seu estilo inovador, mas não foi muito bem recebido pelas pessoas que gostam do estilo plataforma de Klonoa. Essa porcentagem foi pequena, mas ainda assim existiu aqueles que não curtiram muito o novo estilo.

Klonoa (2008)

Em 2008 a Namco fez o último suspiro de Klonoa. Eu sei que eu tinha dito que o “Densetsu no Star Medal” era o último, mas é porque esse não realmente faz parte da série. Ele é um remake do primeiro jogo, “Klonoa: Door to Phantomile”, para Nintendo Wii

Sua melhora gráfica é notável, e a jogabilidade foi adaptada para o novo console. A história permanece a mesma, com leves alterações.

Uma das coisas que mudou (e que irritou a muitos) foi seu estilo. Lembra que antes, lá no início, o ocidente meio que “rejeitou” o design de Klonoa? Então, era por causa do kawaii dele. Aqui, Klonoa está diferente. Se antes ele tinha em torno de 6 a 8 anos (eu imagino que seja essa idade, pode ser até menos o_0) aqui ele tem de 12 a 14 anos. Eu não achei nenhuma fonte que confirme isso, então não confiem totalmente em mim xD. Aqui ele tem cara de mais velho, e o dublador americano que fez a voz não fez parecido (óbvio) com a dubladora original (principalmente o “Wahoo!” da introdução hahaha)

Sua nota média foi 7,5.


E chegamos ao fim de mais um “A História”. Eu espero mesmo que vocês tenham gostado, porque esse tipo de post demora muito para ser feito. Deixo aqui a minha recomendação para jogar a franquia, porque ela é INCRÍVEL!

Até a Próxima!

~~~~Post originalmente lançado em KubGames, por LuiKpédia, no dia 8 de Maio de 2017~~~~