Portal: 10 Anos. Pela Ciência

Se tem um game inovador e diferente de qualquer outro no mercado que eu amo, é Portal. A série Portal fez um sucesso estrondoso e é um dos jogos mais famosos da desenvolvedora Valve.

E Hoje ele completa 10 anos!

É bem interessante pensar que depois de uma década Portal continua na boca do povo, o umelhor, nos dedos dos gamers. Claro, ele já não faz mais tanto sucesso como antes mas não chegou a ser esquecido como diversos jogos. Até hoje ele continua atraindo novos fãs (como eu, que conheci Portal há relativamente pouco tempo).

Para homenageá-lo decidi fazer um post como se fosse uma review dele, contando tudo: Jogabilidade, Mecânica, História, etc.

Vamos lá!

Portal (2007)


Introdução

Imagem relacionada

Portal é um jogo  desenvolvido pela Valve lançado em 2007, no dia 9 de Outubro para PC, PlayStation 3 e Xbox 360.
Consiste em uma série de puzzles/enigmas que devem ser resolvidos com a tecnologia de teletransporte da Aperture Science, o “Aperture Science Handled Portal Device” (ASHPD) que é mais conhecido como Portal Gun.

Inicialmente ele foi lançado junto a outros jogos no The Orange Box, mas ficou destacado entre os mesmos então foi lançado separadamente.
Em 2014 Foi lançada uma versão do jogo em Android

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Jogabilidade

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Em Portal você controla Chell, na perspectiva da protagonista (primeira pessoa).
O foco da jogabilidade única de Portal é a utilização da Portal Gun para fazer dois portais das cores, respectivamente, azul e laranja. Eles criam uma “conexão visual e física” (Abraços Wikipédia xD) entre os locais. São utilizados das mais diversas formas para solucionar os puzzles.

Um exemplo comum de uso deles é colocar um portal no chão, pular sobre ele é sair por um na parede, fazendo assim ser arremessado (a distância varia da altura da qual você pulou no primeiro portal). Ficou confuso, eu sei, mas aqui está uma imagem mais explicativa xD

Isso é chamado de momentum. Outro exemplo é fazer o mesmo, mas após ser arremessado colocar outro Portal sob onde cair e adquirir mais velocidade ainda,

Chell foi equipada com um equipamento especial nas pernas que, segundo um desenvolvedor do jogo, “faz com que a protagonista pule de grandes alturas sem se tornar impossível”.
Esse equipamento é reutilizado com um design totalmente diferente no Portal 2,
Após zerar o modo história (bem curto por sinal) são desbloqueados “Mapas de Desafio” e “Câmaras Avançadas”, onde no último as câmaras passadas são modificadas para se tornarem mais difíceis.
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História

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Os únicos personagens que realmente aparecem no jogo são Chell, a protagonista controlada pelo jogador, e a Artificial Intelligence (AI, ou IA Inteligência Artificial) GlaDOS que controla todos os sistemas da Aperture Science, monitorando os sujeitos de teste.

Toda a história é contada por GlaDOS e vestígios pelas câmaras de teste.
O jogo começa com Chell acordando numa sala de repouso do Centro De Enriquecimento Aperture Science, onde GlaDOS apresenta as mecânicas básicas do game.
Durante todo o jogo a personagem resolve os puzzles sozinha, sem encontrar mais ninguém. Os elogios constantes de GlaDOS dão a impressão a o jogador de que o ambiente em que se encontra e GlaDOS são pacíficos

SPOILERS

Em uma das câmaras é possível ver escrituras de outros cobaias. Coisas como “The Cake Is A Lie” (O Bolo é uma mentira) faz com que o game tome um lado mais sombrio.
Em outra aparecem escrituras de pessoas que enlouqueceram tendo como única companhia o Companion Cub (Cubo Companheiro).
Após completar a última câmara, GlaDOS a parabeniza (como sempre) e a leva para uma sala a 4000 graus Kelvin. O jogador começa a escapar e ela vai o desencorajando e mentindo, dizendo coisas como “Haverá uma festa lhe esperando junto a um bolo”, “Você está indo pelo lado errado”, “Volte e um funcionário a buscará”, etc.
Essa parte final muda totalmente a visão do jogador sobre o laboratório, apresentando engrenagens e seções muito diferentes das câmaras futurísticas por qual o player passou.
No fim ocorre um encontro entre Chell e GlaDOS onde a humana destrói os núcleos para deixá-la vulnerável. GlaDOS faz uso de Neurotoxina para acabar com a vida de Chell e a tenta colocá-la para baixo, falando frase como “Você é um fracasso”, “Você é adotada”, “Não tem amigos”, e muitas outras coisas.

Foi revelado que GlaDOS matou os cientistas com a neurotoxina letal por causa da sua corrupção (posso explicar isso melhor em um post dedicado apenas a GlaDOS) Com o objetivo de pará-la, fizeram um núcleo de moralidade e puseram nela. No início da batalha final esse núcleo cai e ela pode fazer uso da sua neurotoxina novamente, dessa vez para matar Chell.

No fim, o laboratório é destruído e você vai para o lado de fora. A cena final ocorre, com os destroços do laboratório queimando e o personagem caído. Um androide (não visível na cena) o arrasta novamente para as instalações, onde começa a história de Portal 2.

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Desenvolvimento


O conceito de Portal veio de um jogo independente chamada Narbacular Drop. A história e o ambiente são totalmente diferentes, mas a ideia dos portais veio dele. Lançado em 2005, a Valve logo mostrou interesse e ofereceu empregos na empresa para eles.
A equipe foi pequena, mas bem escalada. Os escritores se aplicaram a escrever uma história de ficção científica que fugisse do comum com um conceito original que desse certo (deu é muito, não é?)
O design ficou minimalista, bem planejado, para que o ambiente não ficasse tão cheio. Testadores disseram que a decoração excessiva poderia desfocar os jogadores do objetivo principal.
Depois de 2 anos e 4 meses Portal foi lançado.
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Recepção

As notas dadas pelos especialistas foram muito altas, passando a dos outros jogos do The Orange Box. A Eurogamer disse que a “forma como a simples tarefa de solucionar portais prosseguiu para um pedaço da história de Half-Life é fantástica”.

Até 2011 ele vendeu mais de 4 milhões de cópias, algo muito expansivo e inesperado. Graças a tudo isso um merchandising foi feito com pelúcias do Companion Cub e releituras do bolo.
Muitos elogiaram a música final do jogo, a “Still Alive”. Composta por Jonathan Coulton e cantada por Ellen McLain. Eu particularmente amo ela e ouço-a constantemente <3

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Curiosidades

-A voz da GlaDOS é feita pela Ellen McLain, uma cantora de ópera e dubladora que já fez outros personagens na Valve.

-Portal claramente faz parte do mundo de Half Life e explora um outro lado da história que os fãs não conheciam.
-A música Still Alive Foi considerada a melhor música de final de jogo por um editor da IGN.
-No jogo GlaDOS revela que a Portal Gun com as duas funções (fazer portais azuis e portais laranjas) vale mais do que todos os órgãos de habitantes da cidade natal da cobaia.
-Existe uma história em quadrinhos chamada Lab Rat que interliga a

 

história de Portal com a de Portal 2.

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-A Valve está fazendo um filme de Portal que não tem data de lançamento marcada por enquanto, mas que os fãs aguardam ansiosamente. Deve ser por isso que Portal 3 não chega nunca :p
-A união dos dois universos (Portal e Half-Life) teve como um dos objetivos reutilizar coisas do game anterior e facilitar o desenvolvimento de Portal
-Portal e Portal 2 estão constantemente entre a lista de melhores jogos da história.


Então é isso gente! Portal é uma peça rara do mundo dos jogos e que deve ser lembrado até hoje, uma década depois.

Mesmo já tendo passado um tempo desde seu lançamento, recomendo pra você que ainda não tenha jogado que jogue pois vale muito a pena ^ ^ E pra você que já jogou… Aproveita pra jogar de novo xD

 

Até a Próxima!